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23 de fev de 2011

INSPIRAÇÃO 3



A consciência do perdão

Quem perdoa amplia os horizontes.
Por Valcapelli para o Portal Onne.


O ato de pedir perdão pelo que fez ou pelos exageros que cometeu deve ser acompanhado da consciência dos motivos que levaram a pessoa a proceder daquela forma. Pode-se dizer que tão importante quanto ser perdoado pelos outros é perdoar-se. Essa condição promove a libertação dos emaranhados do arrependimento e da culpa.

A pessoa que busca retratar-se com os outros, remove de seu "coração" as angústias geradas pelas ocorrências e pelo arrependimento do que fez. Também minimiza os abalos emocionais causados inclusive a si mesma. Pois a autocondenação corrói os potenciais do ser.

A consciência dos fatores que impulsionaram as ações desastrosas minimiza a angústia de quem as praticou, provocando prejuízos a outrem.

Pedir perdão a alguém é uma ação que requer que a pessoa saia da condição de superioridade e reconheça suas falhas, retratando-se com aquele que ofendeu.

Quando a pessoa consegue formular um pedido de perdão é que ela se despojou do orgulho e eliminou a vaidade, sentindo-se numa condição de igualdade com outros, passiva a erros que todos podem cometer. Só não erra quem nada faz. Aquele que se põe a realizar algo na vida está sujeito a ?escorregar? em algum momento.

Em relação à pessoa a quem o perdão é dirigido e que foi afrontada pelos episódios, no mínimo desagradáveis, podendo até ter sido agredido física ou moralmente, perdoar é um ato que anula os reflexos da situação ruim a que foi exposta.

Ao contrário do perdão que liberta quem dá e quem o recebe, a vingança é um sentimento que aprisiona emocionalmente quem se sente vítima dos acontecimentos e se põe a revidar o ocorrido. Esse procedimento só agrava a dor e o desconforto, que tiveram início em algum momento da vida, provocados por alguém que agiu de maneira exagerada, equivocada ou impensada.

Ninguém tem poder de se infiltrar no universo alheio e plantar o mal no coração. Somente a própria pessoa pode germinar a semente do mal dentro de si. Ainda que seja instigada pelos episódios exteriores, a própria pessoa é responsável por aquilo que a abalou. Mesmo sendo provenientes de outros, de alguma forma ela permitiu que as situações ruins infiltrassem em seu ser.

Portanto, quem se sente injustiçado é porque estava numa condição receptiva, de forma a permitir que os maus procedimentos alheios entrassem em seu coração.

Conceder o perdão liberta as pessoas dessas amarras instaladas em suas emoções. Perdoar é sair da esfera dos sentimentos impuros e assumir uma conduta elevada, que exige desligar-se dos inconvenientes e colocar-se fora das esferas de intrigas, tomando novos rumos na vida.

Independente de o outro merecer o perdão, quem o concede eleva-se. Remove as imperfeições. Perdoar não significa esquecer o ocorrido, mas não sofrer pelo que já aconteceu. É dar continuidade aos processos existenciais em vez de viver do passado ou arrastar os vestígios para o presente. É não fazer exatamente as mesmas coisas, mas dar-se novas oportunidades para vivenciar experiências semelhantes, porém com mais chance de dar certo. É deixar de ser empolgado e inconsequente, para tornar-se consciente dos fenômenos existenciais.

Quem perdoa amplia os horizontes e se despoja dos resquícios que engessam a contemplação da vida, atrapalhando a evolução do ser.

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"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada."
Clarice Lispector

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