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20 de dez. de 2012

O que nos espera no futuro?


+Elisangela Santos +wilian firmino +Ana paula gomes +Mairane CHAVES SOUZA +Patricia Calazans +Luana Meirelles +claudio felipe +karina Claudio +André Vasco +Cleide Xavier +helio mascarenhas +deusedy moura 
Muitos problemas estão sempre se repetindo entra ano e sai ano. Às vezes eles acontecem "coincidentemente" "na mesma época.  Fazem-nos sentir como um ratinho que sempre cai na mesma armadilha (dizem que isso acontece porque rato tem memória fraca ...).Mas eu acredito que eles sempre acontecem porque estamos sempre cometendo os mesmos erros, tendo os mesmos maus hábitos, tomando as mesmas atitudes ... Isso só muda se paramos para refletir, traçar metas, pensar nos obstáculos que poderemos enfrentar e pensar em uma estratégia para supera-los e isso chama-se PLANEJAMENTO. Ninguém vai à uma guerra sem se planejar antes. Olhem só o que nosso Pai Celestial nos advertiu para não passarmos vergonha:"Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar." {Lucas 14:28-30}__________________________________________________________Acredito que o mundo seja feito por nós, portanto, devemos sempre dar o exemplo e fazer a nossa parte, se cada um fizer a sua parte, veremos logo, que todos estamos caminhando juntos para um futuro melhor. Acredito que aqui se faz aqui se paga, portanto, façamos sempre o melhor para que o melhor sempre seja feito para você, para mim, para nos!!!Já dizia nosso mestre Jesus "Ame o próximo como a ti mesmo"...O universo é como uma bola jogada na parede, jogue fraco e ela voltará fraca, jogue forte e ela voltará ainda mais forte!!!O futuro depende só de nossos atos, façamos o melhor e teremos o melhor, mesmo que ao redor as coisas não caminhem tão bem quanto para você!!!

14 de dez. de 2012

Verdadeiro Amor

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento.
Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio.
O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:

“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto.
Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta.
Durante o velório, meu pai não falou.
Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “- Meus filhos, foram 55 bons anos…Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.”
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou: “- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises.
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade.
Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros…
Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de
mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim… “
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”
E, por fim, o professor concluiu: Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.

Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.
Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.
O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe e terá a indescritível alegria de compartilhar, alegria esta que a solidão nega a todos que a possuem…”

11 de dez. de 2012

Ser diferente incomoda!


Na boa, impressionante como as pessoas se preocupam com a vida alheia né. (digo isso no bom sentido também, se preocupam por quererem o bem, assim como nossa família).
Mas as vezes irrita, eu que já estou acostumada com palpites, julgamentos e preconceitos ainda me irrito, imagino pra vocês que estão começando a emagrecer. Por isso vim deixar claro algumas coisas amores…
As pessoas SEMPRE vão encontrar um defeito, sempre vão ter uma crítica a fazer, é aquela história : Se engordo, tô grávida. Se emagreço, tô doente. Se me visto bem, sou “metida”. Se me visto mal, sou desleixada. Se digo o que penso, sou arrogante. Se choro, sou vítima. Se tenho muitos amigos sou falsa. Se tenho poucos, sou antissocial. Se me defendo sou malcriada. Se não, sou fraca. Enfim… Não se pode fazer nada sem ser criticado.
Não digo só pra quem quer emagrecer, mas pra quem não quer também! Eu quando era gordinha sempre ouvia: Para de comer besteira Marcela! Quando comecei a emagrecer ouvia: Come só um pedacinho Marcela, não vai fazer diferença! E hoje em dia escuto: Marcela você já é magra, não precisa se privar de comer as coisas!
Na boa galera, se você quer ser obeso, se você quer ser um grilo a opção é sempre sua!! O que eu quero dizer é que antes de qualquer coisa nós temos que parar de querer agradar as pessoas, de dar ouvidos ao que os outros pensam. A boca é sua, o corpo é seu e a consciência também! Então na real, se eu quiser comer pedra eu vou comer!
Outra coisa importante amores, não é pq você está de regime que você tem que deixar de ir nos lugares ou de fazer as coisas viu? Como eu disse, emagrecer é uma questão de opção, e se você quiser ir numa churrascaria comer salada e carnes magras, o direito é seu. Assim como as consequências e os resultados também serão…
Eu sou assim até hoje, vou aonde eu quero mas como as coisas certas, só assim pra manter o peso. Por mais que as pessoas se incomodem, e fiquem a noite inteira dizendo: Come só um pedacinho! Não como e pronto. É preciso não só fechar a boca, mas os ouvidos e os olhos também.
Domingo mesmo eu fui assistir o jogo do São Paulo e Corinthians no Norival Bar, enquanto meu namorado e os amigos comiam batata frita e picanha na chapa, eu pedi iscas de salmão com salada verde, e ai? E ai que todo mundo ficou com vontade de provar a minha comida hahaha
Façam o que quiserem fazer, mas façam por vocês! Se a sua vontade é comer aquela caixa de bombons inteira, vai na fé! Mas se não for, esqueça tudo e pense no que VOCÊ QUER!
Determinação é tudo na vida galera! Tenham força!!!
E sempre que alguém disser que você não vai conseguir, apenas responda: ME OBSERVE!
Beijo no coração!

10 de dez. de 2012

Ser notada, ser amada e ser desejada.



O que uma mulher realmente quer? Basicamente três coisas: ser notada, ser amada e ser desejada …. nesta ordem ou de forma intercalada ou até mesmo sucessivamente .
A infância é o momento de ser notada. É isto que toda menina quer, ser o centro das atenções dos pais e da família, se sentir importante, se fazer ouvir. Creio que tudo que vem a seguir tem relação com esta fase. É a partir daí que as coisas começam a dar certo ou a complicar. 

Acho que a adolescência só começa quando uma menina quer ser ‘notada’ pelos meninos. No meu tempo de adolescência, anos 90 a 2000, as coisas são mais avançadas. Mesmo assim me preservei o quanto pude. Houve o primeiro beijo roubado, as bochechas vermelhas, o primeiro beijo de língua, o primeiro menino que tenta avançar o sinal (e eu neguei, claro, não queria ser chamada de ‘galinha’ na escola), o primeiro rapaz que literalmente avança o sinal enquanto vocês estão no maior amasso no carro do pai dele ou no escurinho das ruas. Até então o que uma moça quer é ser notada, é ser amada. Me lembro do primeiro rapaz que disse que amava, eu não retribuía o sentimento, mas me senti tão importante, tão especial saber que eu poderia ser amada por alguém além da minha família (que na verdade, tinha que amar de qualquer maneira). Como era horrível e maravilhoso ser adolescente. Como era bom testar o ‘efeito’ que fazíamos nos rapazes. Como foi bom descobrir que além de ser amada, você poderia ser desejada. O prazer nesta fase vem dos beijos molhados (adoro beijar!!!!!), nas mordidas no pescoço (minha mãe quase me matou uma vez quando viu um hematoma resultado de uma super chupada no pescoço, vagabunda foi a palavra mais bonita que ela disse), nos beijos nos seios, nas tentativas desesperadas deles de tirar sua blusa. Podia não haver sexo, mas definitivamente havia prazer.  Apesar de toda repressão que me foi imposta, vivi a adolescência como devia ser vivida, intensamente.



Creio que a fase adulta começa quando uma adolescente decide que quer ser mulher, decide que é hora do sexo. Pra mim, foi assim, uma decisão planejada.  Mais do que ser amada, a moça que ser sexualmente desejada, ela quer sentir um prazer que até então não sentiu. No meu caso, esperei aparecer alguém que me amasse e que eu amasse também. Me tornei mulher na fase mais conturbada da vida… o fim da adolescência. Achava que podia tudo, que sabia de tudo, que tinha todas as respostas. Que fase tola! Que fase necessária! Fui valente, ambiciosa, atrevida naquela época. Ainda sou, mas não com aquela intensidade. Me sentia notada, amada e desejada. O sexo era muito bom, mas naquele momento eu ainda não sabia que seria ainda melhor.
A fase adulta propriamente dita é marcada pela necessidade de se afirmar no mundo, de se conhecer mais profundamente. É uma sucessão de problemas a serem resolvidos entre os intervalos de sexo e prazer. Entrar na faculdade, trabalhar, sair na hora que quiser, voltar na hora que quiser, transar na hora que quiser, ter seu próprio espaço, transar no motel, casar, alugar primeiro apartamento, transar na cama nova, transar no sofá novo, transar na cozinha, receber os amigos, pagar as contas, transar na máquina de lavar roupa, viajar, passear, ter vida noturna, transar, ter ambições profissionais, solucionar os problemas conjugais, procurar novos empregos, testar novas experiências, transar, fazer cursos, viajar, passear, pagar contas, transar, financiar apartamento, financiar carro, ficar em casa vendo DVD, transar, comprar móveis, trabalhar por mais horas, pagar mais contas, ter mais obrigações, sofrer mais cobranças e, além disto, pensar em ter filhos. Nesta fase, o prazer de ser notada, de ser amada e de ser desejada pode acabar cedendo lugar às coisas pragmáticas da vida. É muitas vezes aí que deixamos que as coisas se percam, pois não é mais ‘apropriado’ pra uma mulher ficar pensando em ‘bobagens’ de adolescente. O sexo ainda é muito bom, mais ousado, mais ‘pontual’. Pena que nesta fase geralmente acabam os beijos (adora beijar), mas eu, particularmente, levava tudo numa boa, todos estes desafios eram como combustível para minha ainda intacta auto-estima.
Com o nascimento dos filhos, começa então o que eu chamo de fase adulta sem volta, na verdade, a fase em que descobrirmos que vamos inevitavelmente envelhecer. Tudo bem, ter filho é maravilhoso, mas é uma mudança muito brusca para os homens e para as mulheres. Pra mim, os hormônios da gravidez mudaram tudo o que eu pensava sobre sexo e prazer…. pra melhor!!!!!! Eu descobri que minha vida sexual estava apenas começando. Pena que o auge sexual da mulher coincide com o auge profissional do homem e com a chegada dos filhos. Fui exatamente aí que eu pirei. Como ser notada? Como ser amada? Como ser desejada? Eu não me sentia nenhuma destas coisas. Eu não queria ser vista apenas como mãe…. não pelo homem que eu amo, nem por homem nenhum. Li um livro no qual uma irmã dizia a outra: “Pense bem antes de ter filhos, ter filho é como fazer uma tatuagem na testa”. É exatamente assim que me sentia, com uma tatuagem na testa. A roda vida das obrigações financeiras, das ambições profissionais, das doenças de um dos pais e das novas responsabilidades de ser mãe não representavam mais um combustível pra mim, passaram a ser um veneno pra minha auto-estima. 
Chegando aos 30, eu dei um basta em tudo isto. Eu aceitei o inevitável, não era na área profissional ou profissional do lar eu queria é ser notada, amada ou desejada. Eu queria ser como uma adolescente novamente … sim, eu queria começar de novo, me conhecer de novo, re-testar as minhas capacidades, reafirmar meu lugar no mundo, meu lugar na vida do meu filho, meu lugar na vida do meu marido, meu lugar como mulher no mundo. Tenho conseguido porque a auto-estima que tenho desde criança nunca me abandonou totalmente. Hoje me sinto notada, amada e desejada mas sei que estas coisas não vem mais de graça como vinham antes, estes sentimentos têm que ser trabalhados e conquistados, todo dia, toda hora. Não pretendo me contentar a não ter isto. Não pretendo viver sem isto. Sei que não é fácil,  mais quem disse que seria difícil.

6 de dez. de 2012

TUDO POR AMOR: Bloco de Notas

TUDO POR AMOR: Bloco de Notas: Evito escrever, às vezes. Mas, hoje não consegui. Hoje, não resisti ao ícone do Bloco de Notas me chamando na barra de tarefas: vem-que...

Bloco de Notas


Evito escrever, às vezes. Mas, hoje não consegui. Hoje, não resisti ao ícone do Bloco de Notas me chamando na barra de tarefas: vem-que-eu-sei-que-você-me-quer. É, te preciso, talvez. Sempre que estou meio down, evito escrever. Sei que não vai sair nada legal, não vai sair nenhum texto bacana, nem nada que vá me trazer boas recordações no futuro – bem próximo, aliás. Mas, sabe, se me perguntarem o porquê nem eu sei dizer, acho. Nem Freud é capaz de me explicar, meu bem.

Tem dias que a gente cansa de tudo - e de muitas outras coisas também. E até a brisa leve de toda tarde, que antes acalmava, ficou chata de repente. De tanto ser delicada, deixou de acalentar. Santa Chuva vai tocando no meu repertório mental e eu chovo por dentro – de sal. Tem dias de sereno fino que se tornam tempestade. Chove aqui por dentro e, lá fora, as estrelas riem para a lua, como quem convida - me convida. Amanhã vem o sol. Eu sei. Mas, hoje é frio. E ainda chove.

Tem noites que a gente só precisa de mais espaço na cama pra caber um pouco mais de saudade. A gente só precisa de um tempo pra deixar tudo fazer sentido e, no meio de tudo isso que se perde sem nexo, encontrar uma forma de ir, sem pensar, sem lembrar, nem olhar pra trás. Tem madrugadas que o silêncio te fala verdades que você não merecia ouvir. Evito escrever em dias assim, não gosto de discussões. Mas, hoje não deu. Hoje, a vontade escorregou pelos meus dedos e foi lá pro Bloco de Notas desabafar.




Fonte: adocecomlimao

4 de dez. de 2012

Coisas da Vida


Se apaixonar.
Rir até sentir o rosto doer.
Uma praia.
Um supermercado sem filas.
Um olhar especial.
Receber cartas ou e-mails.
Dirigir numa estrada bonita.
Escutar sua música preferida no rádio.
Um banho de espuma (avec).
Uma boa conversa.
Um banho quente.
Achar uma nota de R$100 na suablusa do inverno passado.
Rir de você mesmo.
Ligações à meia noite que nunca terminam.
Rir sem absolutamente razão nenhuma.
Ter alguém pra te dizer que você é bonita(o).
Rir por alguma coisa que você lembrou.
Os amigos.
Amar pela primeira vez; pela segunda,pela terceira, ...
Ouvir, acidentalmente, alguém falar bem de você. Acordar e perceber que ainda faltam algumas horas para dormir.O primeiro beijo.
Fazer novos amigos ou ficar junto dos velhos.
Conversas à noite com seu colega de quarto que não te deixa dormir.
Alguém brincar com o seu cabelo.
Bons sonhos.
Chocolate quente.
Viagens com os amigos.
Dançar.
Beijar na boca.
Ir à um bom show.
Ter calafrios ao ver "aquela" pessoa.
Ganhar um jogo difícil.
Passar o tempo com os(as) amigos(as).
Ver os(as) amigos(as) sorrir ou rir.
Segurar a mão de um(a) amigo(a).
Encontrar com um(a) velho(a) amigo(a) e descobrir que tem coisas que nunca mudam.
Descobrir que o amor é eterno e incondicional.
Abraçar a pessoa que você ama.
Ver a expressão de alguém que ganhou um presenteque queria muito de você.
Ver o nascer do sol. Levantar todo dia e agradecer a Deus por outro lindo dia!!!!
E nunca esquecer de dizer: Meu Deus como sou feliz assim, Graças a Ti meu Pai... Amém...

1 de dez. de 2012

Saudades



“Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades. Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei. Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser. Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro. Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser. Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre. Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter. Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências. Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer. Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar. Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar. Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que… não sei onde… para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi… Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês… mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados… para contar dinheiro… fazer amor… declarar sentimentos fortes… seja lá em que lugar do mundo estejamos. Eu acredito que um simples “I miss you” ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades. Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis. De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência.”
— Clarice Lispector, Saudades.   (via desfrutar-se)

Revela-me


“Eu sou uma pessoa boa, juro que sou. É que o mundo muitas vezes é injusto, cobra demais, nos faz dar com a cara no muro. Até eu acabo sendo injusta comigo, cobrando atos que não sou capaz, cobrando falhas que não podem ser corrigidas. Às vezes, me dizem tantas coisas, que eu acabo acreditando e me julgando também. É que sou tão impulsiva, céus! Minha mente é bombardeada o tempo inteiro e os meus movimentos acabam sendo por reflexo imediado. Quando deito a cabeça no travesseiro, é que me vem a consciência soluçar baixinho no ouvido, me lembrando do que não deveria ter falado ou do que deveria ter exposto. Existem dias em que eu gostaria de não ser quem eu sou, até que me lembro do meu verdadeiro eu. Eu não sou isso que acabo acreditando muitas vezes. Eu sou aquilo que está guardado no meu coração. Sou aquilo que corre pelas minhas veias e fluídos. Sou aquilo que penso. Aquilo que me vem na cabeça todas as noites. Sou os meus arrependimentos também. Sou aquilo que quem me tem nas mãos enxerga no fundo do meu olhar. Eu sou muito mais profunda. Quem quebra a minha fina camada d’água e vê meu interior, entende o que se passa por baixo da superfície. Sou muito mais do que aquilo que se vê no reflexo do espelho. Por mais que às vezes queira me desgrudar de mim, não há bombardeio de nêutrons que o faça. Mas eu tento melhorar. A cada dia que passa, eu mudo um pouquinho porque, por mais que eu saiba que não sou uma má pessoa, eu ainda preciso melhorar muito para ser quem eu quero ser. Ainda preciso provar para mim mesma a minha identidade. Ainda preciso deixar transparecer minha essência em vez de deixá-la trancada em uma sala restrita só para quem tem coragem de dar um passo à frente e me enxergar.”
“Perdi minha identidade já faz algum tempo. E quanto mais tempo se passa, me sinto menos capaz de encontra-la novamente. Já procurei em muitos becos minha face, meu coração. Já enchi o meu corpo de álcool e minhas mãos de cigarro. Já falei coisas terríveis, Apenas na tentativa falha de encontrar minha identidade em outras. Estive sozinha em meu quarto, e desenhei nas paredes a menina bela que já fui. Tive bastante saudade do passado ao ver que era linda. Sei que agora sou bem mais enrijecida, só que pras minhas estruturas ficarem mais fortes tive de abandonar meu rosto frágil por ai, e machucar meus joelhos várias vezes num dia. Larguei alguns sonhos nas prateleiras e deixei que empoeirassem lá. Hoje já se encontram velhos e inválidos. Acho que essa é a consequência de amadurecer - perder a identidade. - por algum tempo. Ou por toda a vida.”
— Adda Rodrigues


30 de nov. de 2012

Vai Passar...


"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como "estou contente outra vez".




Caio Fernando de Abreu

Poesias,Contos...Queria viver deles...

"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada."
Clarice Lispector

Volte Sempre

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